Escrevendo uma nova história

Quantos problemas poderiam ser evitados ser o sistema de educação não fosse tão precário. Quantas crianças brasileiras tem a oportunidade de ter uma vida digna em um país que a EDUCAÇÃO não é tratada como prioridade pelo poder público?

Recentemente assistir um filme biográfico chamado O contador de Histórias, que aliais é um longa metragem brasileiro do diretor Luiz Villaça (2009), a película aborda a história de Roberto Carlos Ramos ou o Contador de Histórias, como é conhecido em Belo Horizonte.

Roberto fazia parte de uma família humilde, sua mãe alimentava o sonho de dar aos filhos uma vida melhor, Roberto como filho mais novo, foi o escolhido para ser encaminhado a FEBEM (Fundação Estadual do Bem-Estar do Menor), uma instituição do Estado criada, primeiramente, para abrigar jovens carentes, porém esse sonho não veio a ser concretizar, o local se tornou uma “cadeia” que abriga jovens infratores, e nunca foi um abrigo que possibilitou EDUCAÇÃO aos jovens, no filme O contador de histórias, essa frustração é exposta claramente no personagem Roberto que não aprendeu nada além do que o peso da mão de um adulto em sua face. Infelizmente dentro da Fundação esse era o método de EDUCAÇÃO mais utilizado.

Roberto fugiu várias vezes da Instituição.

A também falta de instrução da mãe de Roberto a fez acreditar que o filho sairia da FEBEM doutor.

A vontade da mãe do jovem foi realizada, mas de outra maneira, Roberto foi adotado por uma pedagoga francesa Margherit Duvas, que ficou fascinada pela mente criativa do garoto, que se abriu quando a moça colocou ao seu lado um gravador que utilizava para guardar as conversas que tinha com as crianças, Roberto adorou a ideia de ter sua voz salva dentro do aparelho, e a pedagoga curiosa pela história de vida de Roberto abriu as portas de sua casa para o menor. Roberto relutou, no início, aos carinhos da francesa, ele ainda não conhecia o amor. Margherit mostrou ao menino a beleza das palavras, deu a ele tudo que mãe não lhe proporcionou.

Roberto se tornou um homem bem sucedido graças à determinação de uma estrangeira que não acreditava que um menor seria um caso perdido. Eles foram para França. Quando voltou ao Brasil, Roberto foi até sua mãe e mostrou a ela o homem que havia ser tornado, um homem bom. Roberto, também, voltou a FEBEM, mas como professor, determinado a retribuir a gentileza que um dia alguém mostrou a ele.


Anúncios

O que aprendi com Felicity

Finalmente, nas férias terminei de ver o seriado que tanto amo Felicity. Ainda me vejo chorando com a exibição do último episódio e meu pai passando pela sala e dizendo que nem é novela pra eu está chorando [risos]. Não lembro de outro programa de tevê que eu tenha me identificado tanto.

Felicity Potter, a personagem principal, me conquistou justamente, por ter em sua essência, algo que também tenho em mim; as dúvidas que a cercam o impulso de continuar sem medo, indo atrás mesmo do que quer; tudo isso criou em minha mente alguns questionamentos após o último capitulo: – Por que temos tanto medo de ir em frente? O medo de ouvirmos NÃO nos faz abandonar os nossos sonhos; mas o quão duro, também, é a dor de se desfazer de um sonho? E quanto tempo se tem para idealizar outro? O receio de seguir em frente que faz muitas pessoas se queixarem da vida que tem.

Felicity me viciou completamente, em cada episódio com seus erros e acertos me vi cada vez mais nela. Quando escolhi fazer Comunicação, e meu pai queria que eu fizesse Direito, lembrei logo dela, o pai dela queria que ela fosse Medica, mas ela bateu o pé e foi fazer Artes. Lembro-me dela nos meus relacionamentos, lembro-me dela nas amizades, acho que sou a Felicity.

Claro, que também erramos, e com esses também crescemos como pessoa.

A escolha dela por Ben, bastante questionada pelo público, eu entendi, o amor falou mais alto e o desafio de conquistá-lo também contribuiu, pois ela é uma mulher que gosta de desafios, com o Noel seria tudo fácil, sem desafios.. Gostei da opção do autor por deixa-la, no fim, com o Benjamin, afinal ela largou tudo para ir atrás do seu grande amor. Espero que eu tenha um final tão fabuloso quanto o dela. Indico o seriado.

“Os humanos nunca entenderam o amor. Quanto é físico, quanto está na mente? Quanto é acidente e quanto é destino? Por que casamentos perfeitos se desintegram e casais impossíveis prosperam? Não sei as respostas nem um pouco mais que eles. O amor simplesmente está onde está”.

para saber: estou lendo o romance A Hospedeira da escritora  Stephenie Meyer, mas conhecida pelos livros da saga Crepúsculo, estou postando este trecho aqui no meu blog, pois ele expressa fielmente meus pensamentos e devaneios atuais.

Recreio



Todos dizem que o amor é inesperado, que ficamos esperando uma coisa e encontramos outra, mas nunca deixei de sonhar, e encontrar você e poder, ao menos, sentir aquele friozinho na barriga fez meu coração gritar.

Os universos são paralelos, mas, no infinito hão de se encontrar. Confesso que os meus olhos brilham ao te ver, e que há algum tempo eu quis fazer uma canção pra você ficar para sempre comigo.

Pergunto-me como posso pensar algo sim, mas será que seria um pecado muito ruim?

Contudo, minha única manifestação de afeto é exposta através dos meus olhos que se acendem como faróis quando te encontro.

Quando a gente conversa e deixe escapar nossos segredos, rezo para que o tempo passe arrastado só pra eu ficar mais do teu lado. Estranho seria se eu não gostasse de você, e eu mal consigo prestar atenção nas suas palavras, e mergulho nos seus olhos azuis.

Os meus sonhos são pintados com giz de cera, e eu sempre quero está onde não estou, este é um caminho é tão fácil de se perder, eu queria me perder em você, para que nossas cores formem um arco-íris gigante e cheio de sonhos.

O Futuro usa salto alto!

O papel feminino tem maior importância nos dias atuais

 

As mulheres conquistaram o mercado de trabalho e a luta com os homens no setor trabalhista tornou-se acirrada. Cargos, antes ocupados pelo sexo oposto, agora são almejados por elas, o sexo frágil!

Conciliar a família e a vaidade à carga horária de trabalho já não é mais um bicho de sete cabeças. O prazer passou para segundo plano e a dedicação cresce em torno dos negócios; no campo das profissões, conquistaram avanços inimagináveis em outras épocas. As realizações femininas, em alguns casos, ultrapassaram a masculina.

O homem, associado à idéia de força, assumiu perante a sociedade o poder, posses e bens materiais, fazendo com que haja o estimulo à propagação de sua linhagem, de preferência com um herdeiro varão que continuará com os interesses do pai. Caracterizada pela reprodução e os cuidados com o lar, a senhora torna-se incapaz de assumir a liderança familiar, por sua pouca eficácia em termos de sobrevivência, sendo submissa ao homem que se destaca por sua força braçal.

A Revolução Industrial incorporou a figura feminina ao mundo fabril. Nesse período, o homem começa a “perder” seu espaço perante a indústria, mas não pelo reconhecimento da capacidade da mulher, e sim pela mão de obra barata. A desigualdade era crescente e grupos femininos contrários à situação, manifestaram-se; a revolta denominou-se Feminismo e visava principalmente igualdade nos salários, na carga horária, nos benefícios e no direito ao voto, que foi concedido sem restrições e obrigatório, apenas em 1946.

Com dupla tarefa, também cresceu a exigência por creches e escolas, uma vez que passavam um longo tempo fora do lar. O ingresso no trabalho, no começo, ficou restrito a atividades consideradas leves, sendo basicamente em serviços docentes, enfermarias, atendentes, serviços domésticos e uma pequena parcela na indústria e na agricultura.

O mesmo processo que inclui a mulher nas fábricas passa a ser o carrasco da falta de emprego para a população, visto que as máquinas ocuparam suas posições diante das empresas. Os sindicais e as feministas juntaram-se em busca de melhores condições. “A partir desse momento, que há uma colaboração mútua na luta contra o sistema”, comenta Juliana de Souza Ramos, socióloga.

Posições

O crescente número de mulheres que ocupam altos cargos em empresas, origina-se de um processo de conscientização geral, que permite oportunidades para o preenchimento de vagas, pelo reconhecimento do empenho e esforços dedicados ao campo profissional, ressaltando a união dos sexos para a construção de uma nação melhor, sem subdivisões.

A sociedade atual é dinâmica, fruto da evolução humana e de lutas pelos direitos igualitários. Ainda há preconceitos, mesmo com os avanços, porém, mais por falta de conhecimento e esclarecimento de uma visão mais abrangente do esforço feminino. A tendência para a igualdade cresce a cada dia, por meio da luta e do reconhecimento de toda a sociedade. “Na política, por exemplo, uma das maiores dificuldades é preencher um número mínimo de vagas no poder público por mulheres; a maioria ainda desconhece seu potencial e a necessidade de uma participação mais efetiva; entretanto, aos poucos, os espaços vão sendo conquistados. É tudo questão de tempo”, comenta Célia de Camargo Leão Edelmuth, advogada e deputada estadual pelo PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira).

O céu não é o limite

O trabalho está incorporado à essência feminina. Nele, elas buscam informações e se interessam por diferentes temas. São chefes, exercem atividades cientificas, ocupam cargos políticos, interagem com esportes, fazendo com que suas opiniões não fiquem apenas voltadas aos lares. A visão de fragilidade e de responsabilidade por serviços domésticos é contraditória, uma vez que as atividades de uma casa também requerem força física. São requisitadas em todas as aéreas, pelo seu árduo estudo, tendo mais interesse em temas que provocam o raciocínio e compreensão de diversos assuntos. “Inteligência, ousadia, atenção e dedicação. Somos tudo isso e no trabalho fora do lar levamos a nossa sensibilidade feminina”, diz Gislene Maria Cardoso Borges, funcionária publica e chefe de RH.

A boa aparência é cultivada; as que ocupam cargos de alto nível capricham em roupas e acessórios, sem maiores exageros. Vestem-se e penteiam o cabelo de acordo com o ambiente interno, sem contar a boa comunicação, já que a persuasão é um dos destaques para a conquista de negócios.

Leque de escolhas

Maior participação na política, economia e no mercado de trabalho não são as únicas conquistas. Nos relacionamentos, a autoridade feminina também está abrindo suas asas; a independência financeira faz com que elas se sintam à vontade para “escolher” seus parceiros. A preocupação da realização profissional deixa de lado o idealismo do casamento e, por conseqüência, o de filhos. Isso está ligado diretamente a sua maior instrução. ‘’Mulheres com ensino superior casam-se mais tarde’’, comenta Juliana. ●

Da pia ao escritório

Correria e dinamismo na rotina feminina

“Vamos colocar a boca no trombone e ajudar o marido a pagar as despesas, sem perder a feminilidade e os cuidados consigo”, comenta Andréia Gomes, Assessora Parlamentar.

Correndo, a mulher passar a maior parte do seu tempo fora de casa, dedicando à família e aos cuidados do lar, uma pequena parte de seu tempo.

Quando há uma grande quantidade de pessoas em uma casa, o custo de vida é alto, e às vezes, as necessidades aparecem, e elas, vão à busca do seu lugar na sociedade, colocando o que comer na mesa de casa. Mudou-se o estilo de vida das mulheres, que outrora esperava em casa o alimento trazido pelo homem.

Trabalhar fora se tornou realidade para a população feminina. A busca pela independência é constante e o pouco tempo destinado à família é recompensado logo quando se chega em casa. “Trabalho fora e quando retorno, dou toda a atenção a minha família” diz Gislene Maria Cardoso Borges, funcionária publica estadual e chefe de RH.

Pelo visto, ser multitarefa não é um problema para elas, que conciliam e realizam tudo com muita dedicação. A saída do lar para o campo profissional beneficiou a sociedade e a família. Se antes, eram vistas singularmente como sinônimos de reprodução da espécie, agora, estão em busca de novidades e desafios.

Rádio Comunica

Ofício comunitário beneficia a voz do povo

Criado em 1998, o serviço de rádios comunitária visa atender as necessidades das comunidades. Além da pluralidade de assuntos, também é um veículo democrático que oferece aos moradores do bairro à oportunidade de expor temas que interessam os habitantes da região.

Essa interação mais próxima entre o meio de comunicação e o público ocorre frequentemente no serviço de rádio comunitária, sendo que seu principal interesse é a voz do ouvinte.

A rádio sobrevive para prestar serviços para a comunidade. Nela os moradores podem falar sobre todos os tipos de assuntos, desde possíveis problemas que afligem a região a eventos que estão ou ainda irão acontecer. Contudo todas as manifestações devem ser feitas com respeito e ética.

A preservação dos valores éticos e morais são essenciais no exercício de qualquer atividade, com a comunicação é importante exercer esses conceitos:

A lei de n° 9.612 de 19 de fevereiro de 1998 diz que;

Art. 4° As emissoras do Serviço de Radio fusão Comunitária atenderão, em sua programação, aos seguintes princípios:

III- respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família, favorecendo a integração dos membros da comunidade atendida.

IV- não discriminação de raça, religião, sexo, preferências sexuais, convicções político-ideológico-partidária e condição social nas relações comunitárias.

Então entende-se que todos que fazem parte do processo de comunicação não a realizam apenas para si mesmo, mas para uma quantidade incontável de pessoas.

Quando se discute sobre rádio comunitária várias opiniões, conceitos e avaliações diferentes surgem. Esse trabalho que tem por objetivo auxiliar uma determinada comunidade, muitas vezes acaba em discussão política e briga de interesses.

As rádios comunitárias despertam a curiosidade, e é vista por alguns pesquisadores como uma manifestação da sociedade, que deve ser estudada.

Colocando em prática a liberdade de expressão

Criar um projeto de rádio comunitária exige um grande empenho da comunidade. Como é difícil conseguir uma outorga, muitas comunidades optam por criarem pequenas programações transmitidas em alto falantes em lugares estratégicos do bairro.

Esse é o caso do radialista e educador José Luiz Adeve, conhecido como Cometa. Ele trabalha na Fundação Setubal, onde criou alguns projetos de rádios comunitárias. Conheça agora um pouco de seu trabalho:

Diário de uma Cinéfila: Uma das características da rádio comunitária é a pluralidade de assuntos. Como são selecionados, os assuntos. Como a comunidade participa dessa programação?
Vivo uma experiência aqui em São Miguel Paulista, no bairro Jardim Lapenna, onde temos uma rádio de rua que acontece na feira dessa localidade, todo domingo. Fazemos reuniões de pauta com as pessoas do bairro, para que elas, aos poucos, apropriem-se desse veículo. Sugiro que as rádios comunitárias intervenham no espaço público, na rua e nas escolas, desse modo às pessoas passam a entender o sentido político e de transformação social ativa desse veículo de comunicação.

Diário de uma Cinéfila: A rádio comunitária deve sempre preservar os valores éticos e morais da pessoa e da família, dar oportunidade para a exposição de diferentes temas. Como é feito esse “contato” do público com a rádio?

A rádio tem que ir até o público, envolvê-lo, fazê-lo participar, para que ele se sinta protagonista dessa ação comunicacional. A preservação dos valores éticos é preponderante em qualquer atividade de comunicação, e o que sempre facilita esse processo é agregar a educação à comunicação, para tanto existe uma ciência denominada educomunicação que facilita a criação e desenvolvimento de conteúdos éticos, e que ampliem o universo cultural de quem faz a rádio e consequentemente do público ouvinte.

Diário de uma Cinéfila: Já houve algum problema, em relação à falta de ética na rádio em que trabalha? Qual? E como foi solucionado?

Não. A rádio que trabalhamos é diferente de uma emissora com outorga, ela decorre de um processo educativo com a comunidade, alunos e professores das escolas.

Diário de uma Cinéfila: O que é necessário para se implantar uma rádio comunitária em um determinado bairro?

É necessário um caminho que surge de um processo de educação e de respeito pelas pessoas, considerando que uma emissora comunitária é composta de pessoas que tem como intenção contribuir para a transformação social, e que esse objetivo é atingido quando existe um caminho, no qual a educação é fundamental. Para se implantar uma rádio é necessário um processo de formação humana.

Diário de uma Cinéfila: Se as rádios comunitárias não têm fins lucrativos, quais os procedimentos para a arrecadação de verbas?

Penso que as rádios precisam ser entendidas pelas comunidades como de fundamental importância no processo de desenvolvimento local. Nada impede legalmente que as rádios comunitárias possam inserir nas suas programações citações publicitárias, não de produtos, porém de marcas, nomes das empresas. Penso numa ação colaborativa de comerciantes das localidades que anunciam o nome de seus estabelecimentos. Além disso, essas emissoras quando organizadas e concebidas num processo educativo, o qual tem em seus propósitos a comunicação para transformação social, precisa também desenvolver concomitantemente um trabalho dentro das escolas e utilizar o aspecto virtual.



Conhecendo os dois lados

Como toda atividade as rádios comunitárias também têm seus problemas. Disputa de interesses, problemas com lei, são apenas exemplos do que as rádios comunitárias podem enfrentar.

O jornalista e diagramador Jonis Lemos, que trabalha no Jornal União pela Trancredo, no Rio Grande do Sul, já foi presidente da Associação de Integração Comunitária do bairro Urlândia, entidade mantedora da rádio Integrada FM (comunitária) que opera na frequência 89mhz, conta o outro lado das rádios comunitárias.

Diário de uma Cinéfila: Qual a ética adotada no trabalho de rádio comunitária?

As rádios comunitárias, aquelas que de fato e direito são constituídas para servirem as comunidades, geralmente adotam o Código de Ética elaborado pela ABRAÇO – Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária.

Basicamente as emissoras de radiodifusão comunitária devem possuir o compromisso de contribuir com os projetos de educação social da comunidade, promover campanhas educativas e de esclarecimentos, compromisso de defesa dos direitos da cidadania e sua programação sempre norteada pela valorização da vida e respeito pelas diferenças.

Diário de uma Cinéfila: Qual a diferença das rádios comunitárias para as grandes empresas de rádio?

São muitas as diferenças, mas a principal e de fundamental importância reside no fato das rádios comunitárias serem geridas e administradas pelas pessoas da comunidade. Assim, fazendo com que sua programação seja voltada para os interesses desta comunidade. Fundamentando-se numa  conjunto de valores como o respeito à vida, ao ser humano, ao meio ambiente, etc.

Outro fator que deve ser mencionado é que as rádios comunitárias não possuem fins lucrativos, diferente das rádios comerciais onde a ética é fundamentada no mercado e seus valores estão ligados ao lucro.

Diário de uma Cinéfila: Como a rádio ajuda a comunidade nos problemas locais?

A rádio é uma grande ferramenta de mobilização, através dela é possível atingir a totalidade da comunidade, sendo possível somar os interesses em torno de alguma reivindicação necessária para a comunidade. Também a rádio comunitária é uma ferramenta poderosa para realização de campanhas de esclarecimentos e conscientização

Diário de uma Cinéfila: E quando uma rádio comunitária não exerce fielmente seu papel?

No meu ponto de vista, a única maneira de reverter este quadro é a informação, expondo o que de fato são e para que servem as rádios comunitárias, a maioria das pessoas não possuem nenhum esclarecimento sobre o assunto. As emissoras comunitárias só vão ser de fato e de direito comunitário quando o povo entender que o meio é seu, não de oportunistas que se apropriam delas como se fossem os donos. Uma rádio comunitária não deve ser apenas porta-voz da comunidade ela deve ser o povo, sem os moradores do local, deixa de ser comunitária.

Infelizmente, o que se vê atualmente são pseudos rádios comunitárias surgindo em todos os cantos do país, muitas destas emissoras com outorga do Ministério das Comunicações, rádios que são copias fiéis das emissoras comerciais e que não prestam nenhum serviço relevante para a comunidade, pelo contrário, muitas destas emissoras difundem um entretenimento disfarçado como cultura, alienando o povo com sua programação nada diferente das comerciais.

Diário de uma Cinéfila: Essas rádios que não cumprem seu dever recebem alguma punição? A comunidade não se manifesta nessa situação irregular?

A falta de conhecimento das pessoas sobre o assunto de radiofusão comunitária assegura a existência dessas emissoras de fachada. Quem deveria denunciar ou cobrar para que fosse cumprida a verdadeira função da emissora são as pessoas, que não fazem por não conhecerem seus direitos.

Certa vez denunciei ao MPF (Ministério Público Federal)  que enviaram o oficio ao Ministério das Comunicações, informando a denúncia e o Ministério enviou o ofício a emissora concedendo 15 dias para a rádio se defender das acusações, a rádio encaminhou sua defesa ao Ministério das Comunicações e este enviou ao MPF que arquivou a denúncia.

Diário de uma Cinéfila: Quais foram às irregularidades que você encontrou nessa rádio?

A emissora é uma replica de uma rádio comercial, não oferece nada de útil para a comunidade, não trabalha os interesses dos moradores da região, e o mais absurdo é que vende espaço de sua grade para igrejas, conduta não permitida por lei. Não abre espaço para as pessoas exercerem o direito a comunicação, não promovem a e cultura e tão pouco a educação. Está emissora já tem cinco anos de vida e não oferece nada que contribua para o crescimento da região.

Diário de uma Cinéfila: Então, neste caso a outorga apenas serviu para permitir o uso incorreto do meio comunitário? Quanto à fiscalização não há?

Enquanto não houver compreensão por parte da comunidade que as rádios comunitárias são ferramentas suas, e que foram construídas para servir a população esse uso incorreto vai acontecer. Nesses casos mencionados de rádios outorgadas o que a gente percebe é que elas servem apenas a pequenos grupos, seja político ou religioso.

As entidades sociais e outras organizações comunitárias são quem devem fiscalizar e denunciar o uso incorreto dessas emissoras, enquanto não houver essa parceria, as rádios serão utilizadas de maneira errada.