Estelionatário acusa jornais e exige indenização

Ao ler os jornais O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde, publicados no dia 25 de Fevereiro de 2007, na edição de domingo, Antônio Carlos da Costa Prado diz-se vitima imprensa, e ressaltou que passou pelo maior constrangimento de sua vida. Ambos os veículos de comunicação estamparam em suas capas o adjetivo estelionatário para mostrar ao público ações ilícitas cometidas por Antônio em momentos distintos. Além da matéria, ambos os jornais utilizaram fotos antigas para ilustrar e dar mais veracidade aos pontos apontados pelo jornalista Marcelo Godoy.

Antônio, ofendido com a “acusação” entrou com uma ação de indenização por danos morais contra as mídias impressas. A essência da acusação está diretamente ligada ao uso do adjetivo, o autor da ação enfatiza que a matéria é sensacionalista e que sua imagem foi denegrida pelos tabloides, uma vez que a colocação nas manchetes pode causa várias impressos aos leitores.

No processo judicial, os advogados mostram argumentos para comprovar o erro dos jornais. “Como pode ser rotulado de ESTILIONATÁRIO, uma pessoa que até hoje nunca foi condenado”.

Entretanto, a defesa dos jornais mostrou ao júri provas concisas da culpa de Antônio, por meios de documentos, antecedentes criminais que comprovam os golpes. Até porque haviam notícias veiculadas nos anos 90 com declarações das próprias vítimas. Com essas confirmações, os veículos de comunicação comprovam que não houve lesão por dano moral, pois o autor da ação já havia sido acusado por infringir a lei, ferindo os valores da própria Constituição, lembrando que Antônio aplicou golpes contra instituições, como o Banco Central e Banco do Brasil.

Com todos os pontos mencionados acima, a ação contra O Estado de São Paulo e Jornal da Tarde, não resultou em indenização, pois o autor do processo foi declarado culpado. E o uso do adjetivo não foi equivocado, pois antes da publicação da matéria houve uma investigação profunda por parte do jornalista autor da reportagem, que teve contato com fontes, como por exemplo, o delegado de polícia Dr. Marco Gomes de Moura, que declara: “Ele está foragido, mas vamos prendê-lo”, essa fala foi de suma importância no andamento do processo, pois partiu de uma fonte qualificada e que estava a par do caso.

Todos os meios de comunicação tem a função de informar a sociedade ao que diz respeito à vida pública de qualquer personagem, que cometa atos contra ou a favor da população. Quando a notícia é devidamente apurada e é comprovado o fato, o jornalista juntamente com quem chefia as reportagens defini como vão veicular a matéria para seu público, procurando expor de maneira clara o fato ocorrido, foi o que acorreu no caso do Antônio Carlos da Costa Prado, na matéria: Estelionatário dizia que representava instituição Suíça. O adjetivo nesse caso não foi equivocado e não exprimiu juízo de valor, e sim foi usado para dar ênfase aos delitos cometidos por Antônio, que usou de artifícios falsos para acusar os jornais, perdeu, e desta vez foi devidamente julgado por pelo menos um dos seus golpes.

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13 respostas em “Estelionatário acusa jornais e exige indenização

  1. já estão rotulando a pessoa antes mesmo de ser condenada. [2]
    E mais hoje em dia e tudo indenização, Indenização pra lá Indenização pra cá, mas se fosse para mim a indenização eu adoraria!!

    Abraços

  2. Felizmente, a maioria dos jornalistas fazem jus ao diploma; realizam trabalhos fantásticos antes de publicarem/divulgarem suas matérias (preocupam-se com a veracidade dos fatos, não com a polêmica que poderá ser gerada). Eu, particularmente, sou grande admiradora do jornalismo investigativo.

    “Quando a notícia é devidamente apurada e é comprovado o fato, o jornalista juntamente com quem chefia as reportagens defini como vão veicular a matéria para seu público, procurando expor de maneira clara o fato ocorrido…”

  3. A imprensa infelizmente condena, sem ter competência para tal.
    Existe no direito o princípio do Estado de inocência, que significa que antes do trânsito em julgado da sentença penal condenatória, o indivíduo é inocente. A mídia exerce um papel de extrema importância na democracia, mas está dever exercer o seu papel com mais responsabilidade.

  4. Isso sempre acontece com o sensacionalismo que os furos da imprensa causam…
    As vezes falam coisas que nem são verdades só para estampar uma polêmica no jornal.

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