Falta de subsídios prejudica as produções nacionais

O crescimento do cinema brasileiro atrelado à história de brasileiros

O cinema brasileiro está tomando seu espaço entre os grandes filmes mundiais, com longas-metragens mais focados na realidade do Brasil e sem grandes efeitos especiais, prevalece o apelo sentimental para agregar admiradores.
Há preconceito com as produções brasileiras, por conta do glamour encontrado nas grandes produções hollywoodianas, isso acarreta na diminuição do prestigio do cinema nacional. A advogada Karla Hack, 25, acredita que há um longo percurso para atingimos a excelência mundial, mas que estamos no caminho certo.
O filme Chico Xavier dirigido por Daniel Filho estreou em 2010, aborda o espiritismo, bateu recordes de bilheteria com cerca de três milhões de espectadores. “Acredito que filme tenha trazido tantas pessoas ao cinema por contar a vida de um brasileiro”, comenta o estudante João Antônio, 23.
A falta de investimento é um fator importante no cinema nacional, uma vez, que até o momento nenhuma película brasileira ganhou o Oscar. O pouco aperfeiçoamento para que cresça está arte, causa o desinteresse da população em acompanhar os filmes nacionais.
Em 2007, o filme Tropa de Elite de José Padilha lotou salas de cinema de todo o Brasil, o longa-metragem tratou da violência nas favelas do Rio de Janeiro, com maior requinte na produção, incentivou o crescimento das produções brasileiras naquele ano e mostrou as habilidades dos cineastas nacionais.
Contudo, o avanço do cinema nacional, muitas vezes não é tão reconhecido pela imensa quantidade de DVDs piratas, circulando por todo o país, ou seja, o crescimento do cinema nacional também estimula a falsificação dos filmes.
Considerado a maior rede de cinemas de São Paulo, a rede Cinemark está entre as maiores distribuidoras de filmes, desde 1997, é atingida diretamente pela imitação dos filmes. A pirataria diminui a ida do espectador às salas de cinema. “As salas estão vazias, nos dias de semana, quase não trabalho”, comenta a caixa da bilheteria Cinemark Verônica Bueno, 21.
Recomendo: O contador de histórias, dirigido por Luiz Villaça, estreou de 2009, o filme conta a história de Carlos Roberto Ramos, o contador de histórias, menino que não teve uma infância fácil, separado da mãe muito cedo foi levado a uma Instituição, na qual vivia fugindo, até conhecer uma pedagoga francesa Margherit Duvas que o adota mudando sua vida para sempre. Nota 10.
Não recomendo: Meu nome não é Johnny, dirigido por Mauro Lima, estreou em 2008, por retratar fatos verídicos da vida de João Guilherme Estrella, traficante, pouco empolga o público, embora quem viva a traficante na trama seja o experiente Selton Mello, que tem trabalhos melhores no seu currículo. Nota 0.
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26 respostas em “Falta de subsídios prejudica as produções nacionais

  1. O Brasil tem grandes diretores, mas falta um melhor incentivo de marketing, também.O filme "Nina", estrelado por Guta Stresser, é um grande exemplo disso. Tem uma fotografia incrível, a protagonista dá um show, tem uma boa crítica social, uma história interessante, mas pouco chamou atenção.

  2. Ficou excelente a postagem!Adorei as opiniões variadas, mas de certa forma similiares, já que o cinema nacional precisa mesmo de um maior incentivo, ainda mais considerando a qualidade dos diretores que temos por aqui!Gostei dos filmes e das análises citadas!Pontes levantou outra película super válida: Nina. Realmente um ótimo trabalho com pouco conhecimento de público!adorei o post! parabéns!;D

  3. Sou fã do cinema nacional, dos melhores filmes que jjá assisti na minha vida posso inserir sem culpa nenhuma Sem COntrole, O Homem do Ano, Quase Dois Irmão, A Partilha e Bellini e a Esfinge.De certo, muitos tem preconceitos, não se deixam ir além da violência, da comédia e do sexo nas podruções hollywoodianas com seus orçamentos milionários.De fato, não temos nenhum Coppola, Tarantino, Almodóvar ou Scorcese, mas isso não impede produções magníficas, principalmente na área de curtas.

  4. De todos os filmes que você falou eu só assisti O CONTADOR DE HISTÓRIAS por obrigadção da Profª de Sociologia na faculdade. Gostei, mas prefiro as comédias brasileiras. Acho que sou fútil, mas eu sou feliz! ahaha…

  5. Parabéns pelo blog e por este post em especial, muito bem colocado! Estou seguindo o blog!Tropa de Elite sequer foi indicado ao Oscar… Um absurdo, atos políticos o deixaram de fora.Sou suspeito para falar de Chico Xavier, uma personalidade acima de qualquer suspeita, e sua história emociona a todos!Futebol – Paixão e ProfissãoAbraços!

  6. Pois é.. eu sou fã do cinema nacional, mas realmente há um certo preconceito dos proprios brasileiros..O último nacional que fui ao cinema assistir foi "Segurança Nacional".. Tudo bem, não é um filme que eu recomendaria como outras tantos que temos, (como o próprio Nina, Tropa de Elite, Tudo bem) mas o cinema estava VAZIO!!..Parabens pelo post!!..

  7. A indústria nacional não é valorizada pq todos acha que tem algo melhor para investir do que nessas produções, como o futebol. Este é o retrato de nossa cultura jogado ao léu esperando espertalhões extrangeiros virem para cá e pegarem todo o nosso talento. Azar o nosso…Tem um selo pra ti no meu blog. Até ^^

  8. não sei pq essa "falta" de credibilidade do cinema brasileiro la fora, da p se fazer um filme mto bom(digno de oscar, alem do mais) com poucos recursos(visuais e financeiros), quem o diga "quem quer ser um milionario"

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